Papel Cult

Drops Review: Anamanaguchi, Skid Row, Tom Zé e outros.

photo6

Resolvi criar o “Drops Review” pra tentar escrever mais sobre os discos que escuto, pois são vários e a maioria deixo de comentar. Como o próprio nome diz, são textos rápidos, um breve comentário sobre o que achei do álbum, no máximo um parágrafo – mas vez ou outra posso ser mais prolixo. Não vai existir um número exato de discos que pretendo falar, mas provavelmente ficará em 5 por edição. Se publicações “sérias” como a Rolling Stone podem, eu também posso. Outro detalhe: algumas imagens são meramente ilustrativas. Bom, é isso.

Karol Conká – Batuk Freak (2013)

photo1Diferente dos inúmeros artistas nacionais que se utilizam pobremente do nosso regionalismo musical apenas como muleta, Karol Conká faz de Batuk Freak um exercício inteligente da música africana enraizada desde os primórdios na música popular brasileira: do dancehall ao ragga, do funk carioca ao hip-hop. Ainda que pouco marcante como um todo, Batuk Freak não cai no abismo do superficialismo bairrista de gêneros, Karol apenas se utiliza dos mesmos como acessório e distribui cuidadosamente em seu devido lugar, nada é gratuito. Grata surpresa.

Tom Zé – Tribunal do Feicebuqui (2013)

photo3Aproveitando toda a situação que se criou em torno de sua figura por ter feito a narração de um comercial da Coca-Cola, Tom Zé não perdeu tempo e, em vez de ficar aos lamentos, fez da aversão criação com esse seu mais recente EP. Tribunal do Feicebuqui expõe toda a inteligência que Zé sustenta como compositor ao longo dos seus quase 80 anos de idade e que já estamos cansados de ouvir, porém não surpreende musicalmente. Todas as canções são extremamente convencionais e se apoiam basicamente no brilhantismo cômico e lírico de seu regente. É, nem sempre ele é excepcional.

Skid Row – United World Rebellion – Chapter 1 (2013)

photo4“Skid Row sem Sebastian Bach é como um homem sem o seu pênis”, essa é a frase que melhor define o novo Skid Row desde a saída de seu mentor nos anos 90. Johnny Solinger até que tenta, mas em momento algum consegue reproduzir os agudos desesperados e estridentes de Bach – se nem mesmo o próprio consegue hoje em dia. Em United World Rebellion a situação só não é mais vergonhosa porque aparentemente ele percebeu tal inaptidão e optou por desistir mesmo. Antes a banda continuasse no limbo do esquecimento.

Anamanaguchi – Endless Fantasy (2013)

photo5Bandas como a Anamanaguchi não reconhecem o seu devido potencial, a exemplo de outros gêneros pouco “sérios” e que vivem à margem no mundo da música, o chiptune funciona bem como atributo – talvez o pessoal do Depreciation Guild seja o que melhor entenda isso.  Endless Fantasy não se preocupa em soar meramente como trilha sonora de um game qualquer pros consoles 8 e 16-bit, pois aí mora a sua falta de audácia. Se trilhas próprias para games como as de Chrono Trigger e Legend of Zelda conseguem ser mais consistentes do que esse disco do Anamanaguchi, é porque eles realmente não se importam com o seu caráter musical subalterno.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 20/05/2013 por em Drops Review, Música e marcado , .
%d blogueiros gostam disto: