Papel Cult

Piores discos de 2013

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Não tenho muito do que reclamar musicalmente em 2013, foi um ano maravilhoso para o mundo da música e repleto de lançamentos incríveis, excepcionalmente via Bandcamp, o grande celeiro da música atualmente. Também tivemos ótimos shows e festivais, comebacks interessantes, outros nem tanto, é verdade, até mesmo um pouco decepcionantes. De qualquer forma, estamos aqui, mais uma vez, naquela complicada tarefa de eleger os melhores e os piores discos do ano. Como nas listas de 2012, e como em toda lista que faço, ela esta perfeitamente sujeita a mudanças, seja o momento que for, pois jamais trato crítica como sentença. Então, é bem capaz de outros discos integrarem essa lista ao longo de 2014, ou mesmo até o fim do ano – assim como vale para o processo inverso: posso retirar discos dela e incorporar a de melhores, mas geralmente os discos que constam aqui, pelo menos no top 50, são discos que considero impassíveis de revisão.

Quanto aos critérios que utilizei para elaborar a lista, eles continuam iguais aos utilizados no ano passado: discos que eu realmente considerei ruins e que, em sua maioria, estão no top 50, o restante são lançamentos que achei inexpressivos, instáveis, geralmente discos com bons e maus momentos. Bem, com tudo devidamente explicado, comentarei brevemente sobre os 10 primeiros registros do top 50, seguido do restante da lista postada no RYM e por extenso com as notas que dei para cada álbum.  Vamos à lista.

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10. Palmbomen – Night Flight Europa

Pseudônimo adotado por um DJ holandês que faz uma mistureba italo disco pobríssima apoiada em uma estética lo-fi, algo já característico da chillwave – ou glo-fi (risos), como queira. Em certos momentos Night Flight Europa parece uma versão beta de um MGMT que ainda grava músicas em fitas cassete, em outros o space ambient igualmente retrógrado insinua a mesma limitação artística de um Prince Rama com o seu psicodelismo coxo e escasso. A retrômania pode estar na moda, e com certeza trouxe ótimos frutos, mas isso aqui… Isso aqui já é o limite.

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09. Cia de Pastéis Okinawa – レポート❷

Eu sei, eu sei… Afinal, que diabos é isso? Pois acho que nem preciso me explicar sobre tal coisa, já que a capa, o humor pós-internet já fatigado e sem graça, tudo evidencia o óbvio: o tal Cia de Pastéis Okinawa – muito do engraçadão, nossa! – trata-se de um filhote em terras tropicalistas do que o famigerado vaporwave poderia gerar de pior no mundo da música. Enquanto caras como James Ferraro, Macintosh Plus (às vezes) e Blank Banshee tentam dar credibilidade ao movimento de laptop que assolou a cena musical nos últimos anos, coisas – como essa aberração – surgem para justamente fazer o contrário. Para cada dez representantes sérios que surgem no vaporwave e tentam levar o movimento além de sua função segmentada e acessória, nove são memes ambulantes que desvirtuam uma cena que, expressivamente, ainda pouco mostrou a que veio. Acredito que isso nunca mudará.

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08. Marcelo Jeneci – De Graça

Marcelo Jeneci é o modelo que melhor define essa nova safra inofensiva de músicos que compõem a MPB, algo que Yuri de Castro, do Fita Bruta, expôs muito bem nesse ótimo artigo no qual ele aborda o que seria o chamado “fofopop”, termo criado por Lívio Vilela – também do Fita Bruta – e que destaca a fraqueza artística que vive a nova música popular brasileira. Filhotes de uma era já desgastada, de Los Hermanos e do garage revival dos anos 2000, o fofopop tenta justamente fugir desse encalço que ainda predomina na MPB para buscar, no blasé da bossa-nova, a sua fonte de inspiração; no entanto, acabam por cair na impassibilidade do que parece uma jovem-guarda fora de época.

Não bastasse isso, os adeptos desse novo segmento ainda estabelecem um contraponto ao que, hoje, melhor representa um movimento social de expressão artística: ele, o repudiado funk carioca que sempre dialogou de forma direta com o mundano, com as ruas, de igual para igual e não com uma hierarquia cultural involuntária como a de Criolo em “Duas de Cinco”. Enquanto figuras como Jeneci e Silva se comunicam contraditoriamente com uma face limitada do público brasileiro, que execra aquilo que, na verdade, melhor representa o que hoje poderia ser um manifesto de contracultura, o fofopop vai na contramão com o seu excesso de delicadeza e descompromisso artístico.

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07. La Maschera Di Cera – Le porte del domani 

Acho engraçado quando classificam como pretensiosas bandas extremamente populares – e digo somente no âmbito musical -, como The Killers e Muse, pois para mim elas são justamente o contrário. O Muse, por exemplo, é a banda que hoje melhor tenta associar o erudito ao pop, o simples ao tido como complexo, algo que o Queen fazia muito bem com os exageros apoteóticos de Freddie Mercury e cia. Bandas como essas não existem mais atualmente, ou melhor: existem, mas são gatos pingados. Infelizmente. O indie está cada vez menos pop e o pop está cada vez mais indie, de modo involuntário (?), mas está. Cobram do rock progressivo o que ele tem de pior quando mal executado: o exibicionismo pelo puro exibicionismo. Quem consegue caminhar entre o meio termo é deus, Steven Wilson está quase lá com a sua persona entre Roger Waters e Robert Fripp, já o prog-rock italiano não se cansa dessa mesmice mecanicista que o gênero propõe. La Maschera Di Cera entra nessa categoria com um disco exibido e tedioso, sem qualquer ímpeto pop, não seria algo necessário se entregassem algo realmente instigante pelo mecanicismo artístico e gratuito, mas nem isso conseguem.

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06. Gang do Eletro – Gang do Eletro 

Dá uma certa vergonha do que a cena musical do Pará tem se sujeitado pela simples tentativa de se inserir em um contexto mercadológico, é a mesma atitude penosa de um CSS e Bonde do Rolê: precisamos popularizar o que na realidade já é popular. Afinal, existe algo mais pop que o brega? Acho que só o funk carioca mesmo. Bandas como a Gang do Eletro representam, em sentido contrário, o que tem de mais popular e mais ignorado na música nacional, e que, entretanto, quando ganham os holofotes, são segmentados ou maquiados para os bons olhos de um público puritano e que espera por um conteúdo artístico já mastigado. Até porque vivemos em tempos de Anitta e Naldo com o seu sophistic-funk (o carioca), e de Gang do Eletro e Banda Uó com o seu sophistic-brega (o eletrobrega). A música regional ganha aparatos de modernidade em busca de uma amplitude que nem lhe é necessária, mas continua rústica e bairrista (positivamente) como sempre foi, a diferença é que aqui não há mais a surpresa de um explorador e que antes era excluso pelo seu caráter regionalista, aqui essa surpresa se torna habitual e pobre, no pior do que o pós-modernismo pode proporcionar.

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05. Black Leather Jesus – Slow Heat in a Texas Town

Tenho uma certa relação de amor e ódio com o harsh noise, não com o noise em si e suas vertentes, na verdade o noise volta e meia figura entre os gêneros que mais me surpreendem no mundo da música experimental; no entanto, com a sua vertente mais extrema, eu francamente não consigo me dar bem. De 10 discos que escuto, é certo que vou detestar uns 8 ou 9, senão todos. Existem exceções, é verdade (raríssimas, também é verdade), como um Kazumoto Endo, para citar um bom exemplo do mesmo campo, porém não é o que ocorre nesse Slow Heat in a Texas Town, produto de um rapaz que assume o pseudônimo de Richard Ramirez, nome real de um serial killer que ficou conhecido nos Estados Unidos por conta dos casos de ocultismo que foram estabelecidos pela imprensa à época.

Pois Slow Heat é um disco que me passa, a todo instante, a mesma sensação de gratuidade, desmotivação e falta de criatividade que sinto na maioria dos álbuns de harsh noise que ouço. É o simples (tentar) chocar por chocar, como o pseudônimo de seu regente, a temática homoerótica, presente na obra, é o que de principal me passa essa ideia, que por sua vez assume um conceito oculto no disco, de certa forma desfigurando a imagem de força e violência que supostamente não seria atrelada à concepção que o senso comum possui. Os títulos subversivos das duas e longas faixas que o disco possui também sintetizam bem o que exponho. Mas aqui isso não funciona, o choque inexiste, o tédio prevalece e a fraqueza da obra se desmonta em um corpo travestido de forte, que esboça uma fúria falsa, como se alguém, repleto de inseguranças, esbravejasse por meio de uma persona idealizada, detrás de uma casca, passando um arquétipo ameaçador. Discípulos de Merzbow existem aos montes, todos com a mesma proposta, a mesma ambição, que só atinge o próprio ego, sequer ferindo (ou levemente machucando), até mesmo, os ouvintes mais despreparados. Trata-se de um espetáculo de horror em torno do próprio umbigo.

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04. Death in June – The Snow Bunker Tapes 

Já faz um bom tempo que os brasões do neofolk vem perdendo espaço para novos frutos dessa vertente esotérica da música folclórica. Current 93, Death in June e afins não souberam se adaptar ao tempo, o primeiro um pouco menos que o segundo, Douglas Pearce não sabe mais como acompanhar o que na verdade já parece ser um pleonástico “novo neofolk”, ou um mais apropriado post-neofolkThe Snow Bunker Tapes comprova isso sendo um disco sonolento e sem criatividade, as músicas são todas praticamente iguais e com o mesmo dedilhado de violão em composições assustadoramente desinspiradas. Novas e ótimas bandas do novo cenário neofolk tem aparecido nos últimos anos, sendo Rome a melhor delas em sua proposta quase que herege do pensamento neofolk, talvez essas bandas mais tradicionais necessitem abandonar o seu pedestal, que já beira o caricato, e tentar aprender um pouco com as suas crias.

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03. Babe, Terror – College Clash 

Elogiado pelo crítico Alan McGee (The Guardian) como o “renascimento do espírito tropicalista” na música brasileira, Babe, Terror conquistou um bom espaço da cena musical independente no exterior, volta e meia revistas eletrônicas, como a Tiny Mix Tapes, falam sobre os seus lançamentos, esses de uma ainda curta carreira e discografia. Mas o fator mais curioso disso tudo é o que justamente permeia essa classificação, um tanto exagerada, que McGee atribuiu ao músico paulista. Em entrevista recente ao blog Amplificador, Claudio Szynkier – a mente que conduz Babe, Terror – revelou que pouco, ou melhor, em nada se identifica com a cultura brasileira, e que se sente um artista estrangeiro, exilado em terras tropicais. Ora, então a comparação de McGee me parece um tanto inadequada quando o seu próprio regente artístico rejeita os valores concedidos à cultura brasileira, e consequentemente à tropicália, valores esses que a MPB ainda conserva em suas raízes.

Claudio rejeita o título trópico-renascentista e se auto-classifica como o mentor de uma Wrong Dance Music (WDM), algo igualmente natural de um supra-ego e próprio da pobreza artística que infesta a internet na pós-modernidade. Temos muito acesso a tudo, aos mais diversos meios e culturas, garantindo a proliferação de picaretagem em pele de arte. O exagero, aqui, equivale ao valor qualitativo, escasso, globalizado… Já musicalmente, College Clash foge de todo o mínimo encorpo melódico que sustentava os trabalhos anteriores do Babe, Terror. College é um manifesto gratuito e abstrato, na mesma proposta e proporção de um disco de harsh noise entediante. Típico manifesto que concerne análise própria ao condutor, e não ao conduzido. De todo modo, “Lifantastic I” continua sendo o seu maior influxo, Knights (2012) o seu semi-apogeu, por mais que aqui prevaleça um egoísmo nocivo que destrói tudo o que ele antes parecia defender.

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02. Kyary Pamyu Pamyu – なんだこれくしょん

Eu poderia colar um desenho feito em giz de cera expressando o quanto esse disco da Kyary Pamyu Pamyu é assustadoramente horrível, ou mesmo criar uma escultura toda suja feita em massa de modelar representando a minha aversão a essa overdose de glicose em formato de música, ou pintar um quadro em tinta guache com pontos de interrogação em um enorme zero em vermelho… qualquer coisa bem infantil representaria de igual para igual o que acho desse Nanda Collection: uma bobeira gigantesca e impassível de análise minimamente séria. Kyary é o perfeito estereótipo ocidental de um artista asiático, o simbolo imagético de anime, super heróis de mangás ou qualquer outro modelo da cultura pop japonesa e preestabelecido nos valores do senso comum nipônico, o que é um tanto estranho já que sua música é tratada com aspectos de excentricidade artística e fora do âmbito comum na música ocidental, quando, na verdade, ela é justamente o óbvio do óbvio – tanto no ocidente, quanto no oriente. Quando uma música inteiramente cantada em “mimimis” é interpretada como um deboche ao pop ocidentalizado, é porque precisamos rever a nossa sanidade mental.

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01. Backstreet Boys – In a World Like This 

Sim, eu realmente escutei esse disco. Todo, completinho. E sim, eu dei atenção a um retorno que ninguém pediu, ninguém se interessou, nem mesmo fizeram questão de propagar isso em lugar algum. Afinal, você viu/ouviu alguém falar sobre esse disco? Acho que foi o comeback mais apagado de todo o ano. Enfim, o fato é que às vezes gosto de me surpreender, ou melhor: sempre gosto. Gosto de me desafiar na música e não gosto de hierarquizá-la. Ouço tudo. Gostar ou não… bem, isso não vem ao caso, isso é segunda instância, mas antes procuro escutar tudo que posso, de todos os cantos: do teen pop ao harsh noise, do power metal ao blackgaze. Feito isso, quis escutar esse retorno dos Backstreet Boys, por que não? Era o retorno da formação original, com disco novo de inéditas daquela que foi, e ainda é, a maior boy band da história – em termos popularescos e monetários, óbvio. Em outros quesitos acho que só os Beatles mesmo, acredito. De todo modo, voltemos à boy band de quarentões.

Em tempos de popismo é cabível falar que, sim, o Backstreet Boys, em seu apogeu, não era somente um grupo de jovens com rostinhos angelicais em uma banda que arrancava gritos das garotas – Beatles também teve seus momentos -, mas sim um grupo pop de verdade. Juntos, e no auge dos teen idols bancados pela MTV, o grupo deu vida a grandes hinos da música pop. Goste ou desgoste, algo que os seus sucessores (?), os meninos do One Direction, vem fazendo atualmente – com bem menos inspiração, é verdade. Mais power pop, menos melodrama, também é verdade. Entretanto, os Backstreet Boys não existem mais, acho que Backstreet Old Boys seria um nome mais adequado, os agora senhores perderam a sensibilidade pop de outrora. Também, são outros tempos, outros ares; novos compositores, produtores… Nunca existiu “eles”, existiu alguém que fazia deles um grupo, um conjunto que tinha noção de uma época, de um período. Ah, mas a música pop… a música pop é cruel e seletiva, efêmera como um hit de verão.

É só prestar atenção no último suspiro, dos agora Backstreet Old Boys, pois foi justamente uma baladinha que nem nesse disco tem. “Inconsolable” é/foi a cópia de “Shape Of My Heart”, da mesma catarse falsa que atribuo ao Muse. Bobinha, mas nostálgica como um R&B oitentista. De George Michael em “Jesus to a Child”, do melhor lado adult contemporary. Revitaliza esse sentimento mórbido e masoquista de saudosismo. E esse In a World Like This? Bem, esse nem isso consegue resgatar. Por que eu escutei isso mesmo? Ah, verdade, gosto de me surpreender. Aqui não foi o caso, mas já era esperado. Talvez por isso escute tanta coisa predestinada a ser ruim, antes mesmo de existir.

[Lista Completa Com a Capa dos Discos]

Top 50

1. Backstreet Boys – In a World Like This (0.5)

2. Kyary Pamyu Pamyu – なんだこれくしょん (1.0)

3. Babe, Terror – College Clash (1.0)

4. Death in June – The Snow Bunker Tapes (1.5)

5. Black Leather Jesus – Slow Heat in a Texas Town (1.5)

6. Gang do Eletro – Gang do Eletro (1.7)

7. La Maschera Di Cera – Le porte del domani (2.0)

8. Marcelo Jeneci – De Graça (2.2)

9. Cia de Pastéis Okinawa – レポート❷ (2.2)

10. Palmbomen – Night Flight Europa (2.2)

11. Robbie Williams – Swings Both Ways (2.5)

12. Blockheads – This World Is Dead (2.8)

13. Justin Bieber – Journals (3.0)

14. Charli XCX – True Romance (3.0)

15. Heaven’s Basement – Filthy Empire (3.0)

16. Móveis Coloniais de Acaju – De Lá Até Aqui (3.0)

17. Filipe Alvim – ZERO (3.0)

18. Ketil Bjørnstad – La Notte (3.0)

19. The History of Apple Pie – Out of View (3.3)

20. ecosystem – うしろの正面、ジレンマ (3.3)

21. Lady Inferno – Grim Love (3.5)

22. Avec pas d’casque – Dommage que tu sois pris (3.5)

23. Owl Vision – Dystopia (3,6)

24. Skrillex – Leaving (3.6)

25. VICTIM! – Lacuna (3.8)

26. Laurel Halo – Chance of Rain (3.9)

27. Depeche Mode – Delta Machine (3.9)

28. Pixies – EP1 (4.0)

29. Holograms – Forever (4.0)

30. Ras G & The Afrikan Space Program – Back on the Planet (4.0)

31. Justin Timberlake – The 20/20 Experience – 2 of 2 (4.0)

32. Lucas Victorino – Rascunho (4.0)

33. Disclosure – Settle (4.0)

34. Thiago França e Kiko Dinucci – Funfun Sessions (4.0)

35. Mount Moriah – Miracle Temple (4.0)

36. Children of Bodom – Halo of Blood (4.0)

37. David Bowie – The Next Day (4.0)

38. Anamanaguchi – Endless Fantasy (4.0)

39. Sons of Rico – In Rico Glaciers (4.0)

40. Arul – S/T (4.0)

41. Miley Cyrus – Bangerz (4.0)

42. Savages – Silent Yourself (4.0)

43. Segue – Pacifica (4.4)

44. The Saddest Landscape – Exit Wounded (4.4)

45. Multiple Man – Multiple Man (4.5)

46. De La Cruz – Street Level (4.5)

47. Wynter Gordon – Human Condition Pt 2: Sanguine (4.5)

48. D-Unit – Affirmative Chap.1 (4.5)

49. f(x) – Pink Tape (4.5)

50. DAT Politics – Powermoon (4.5)

 

Igualmente ruins e/ou fracos

RAC – Don’t Talk To (4.5)

Passo Torto – Passo Elétrico (4.5)

Survival – Survival (4.5)

Beyoncé – BEYONCÉ (4.5)

Machinefabriek – Attention, the Doors Are Closing! (4.5)

Fire! Orchestra – Exit! (4.7)

Kid Cudi – Indicud (4.7)

Alex Calder – Time (4.8)

Diamond Youth – Orange (4.8)

Lady Lamb the Beekeeper – Ripely Pine (4.8)

Cream Juice – Man Feelings (4.9)

Placebo – Loud Like Love (4.9)

Lady Gaga – ARTPOP (4.9)

Wakusei Abnormal – Anata Sonata (4.9)

SLVDR – Fera Vischer (4.9)

Toro Y Moi – Anything in Return (4.9)

Synthetic Epiphany – The Archives (4.9)

Computer Slime – ミスト (4.9)

DJ Koze – Amygdala (4.9)

Paysage d’Hiver – Dara Tos (4.9)

Black Books – Aquarena (4.9)

Mahmed – Domínio das Águas e dos Céus (4.9)

Inga Copeland – Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going (4.9)

Bölzer – Aura (4.9)

Lupe de Lupe – Distância (4.9)

Eminem – The Marshall Mathers LP 2 (4.9)

Kayo Dot – Hubardo (5.0)

Sky Ferreira – Night Time, My Time (5.0)

Bruno Fleming – Carma Mole (5.0)

Paramore – Paramore (5.0)

Dawn Richard – Goldenheart (5.0)

Tyler, The Creator – Wolf (5.0)

The National – Trouble Will Find Me (5.0)

Danny Brown – Old (5.0)

Iron Lung – White Glove Test (5.0)

Janelle Monáe – The Electric Lady (5.0)

Ciara – Ciara (5.0)

Prince – The Breakfast Experience (5.0)

Eximperituserqethhzebibšiptugakkathšulweliarzaxułum – Promo 2013 (5.0)

Kings of Leon – Mechanical Bull (5.0)

Lotte Kestner – The Bluebird of Happiness (5.2)

We Are Standard – Day (5.3)

Devendra Banhart – Mala (5.4)

Medicine – To the Happy Few (5.5)

The Industrialism – Surrealistic Cityscapes (5.5)

Vudmurk – Sleep Until It Hurts You (5.5)

Bring Me The Horizon – Sempiternal (5.5)

Skid Row – United World Rebellion – Chapter One (5.5)

Mixhell – Spaces (5.5)

Comedy of Errors – Fanfare & Fantasy (5.5)

Boards of Canada – Tomorrow’s Harvest (5.5)

bansheebeat – Spiral Power (5.5)

Saint Pepsi – Hit Vibes (5.5)

Helicopter Showdown – The TrapStep E.P. (5.5)

Fine Before You Came – Come fare a non tornare (5.5)

Death to Giants – Blood Pours Out (5.5)

Gorguts – Colored Sands (5.5)

Darkside – Psychic (5.5)

Baleia – Quebra Azul (5.5)

Paul Mccartney – New (5.5)

John Zorn – Shir HaShirim (5.5)

Namie Amuro – FEEL (5.5)

Lorde – Pure Heroine (5.5)

Lindsheaven Virtual Plaza – Daily Night Euphoria EP (5.6)

TesseracT – Altered State (5.7)

Sigur Rós – Brennisteinn (5.7)

Barlow – Fell Asleep (5.7)

Tying Tiffany – One (5.7)

Bombino – Nomad (5.8)

Swimful Buterfly – 馬路天使 (Street Angel) (5.8)

Kitaro – Final Call (5.8)

Astronoid – Stargazer (5.9)

Willy Moon – Here’s Willy Moon (5.9)

IAMX – The Unified Field (5.9)

Boy George – This Is What I Do (5.9)

Dustin Wong – Mediation of Ecstatic Energy (5.9)

Justin Timberlake – The 20/20 Experience (5.9)

Aliceffekt – Nor let the fools mistake love (5.9)

Suede – Bloodsports (5.9)

Ruspo – Esses Patifes (5.9)

Hurts – Exile (5.9)

12 comentários em “Piores discos de 2013

  1. claudio
    16/12/2013

    ramon, pergunto: por que razão meu disco deveria se revelar (rebaixar) a você em sua preguiça e incompetência sensitiva já por mim revelada antes? por que não seria você a ter a dignidade de tentar encontra-lo, como gte mais competente, menos mesquinha. (mesquinhez = querer vingancinha por eu já ter dado uma ou duas surras em você) e bastante mais capaz discursiva e criticamente que você o fez?

    a quem você acha que engana com sua preguiça e terminologia artificialmente crítica? se gente bem menos tapada que você consegue entrar no disco, de onde vem a coragem que leva a você dizer peremptoriamente que trata-se de um experimento “gratuito” e “abstrato”? exemplo: http://www.tinymixtapes.com/chocolate-grinder/premiere-babe-terror-perdizes-camp-seniors

    isso tudo, todo esse pequeno espetáculo internaútico, patético de tentativa de vingança misturada com cegueira e indignidade infantil, tudo isso portanto diz bem mais sobre você, sendo você mesmo a tradução perfeita de bostinha corrompido pós-moderno da uff (celeiro de gte como eduardo valente, cinética, etc), do que do disco.

    além dessa, minha sorte, e talvez tb sua, é que fora seus amigos e outros tipos da uff, ninguém lê essa podreira – muito menos meus FÃS GRINGOS (que moram longe dessa coisa toda podre de onde vc e os seus se alimentam, e poranto possuem faculdades mais preservadas).

  2. Ramon R. Duarte
    16/12/2013

    É tão complicado assim aceitar uma crítica negativa, Claudio? Sério mesmo, é de uma infantilidade descomunal você ainda pensar que, esse meu texto, seja apenas uma tentativa de vingança ou uma espécie de resposta àquele primeiro circo vergonhoso que você criou no Twitter, e que se propagou – assim como agora – por conta desse seu teatro débil em cima de um personagem. Pois digo e repito: em momento algum o meu intuito foi ressuscitar uma birrinha de criança de ensino médio, até porque, de todos os textos que escrevi, o do College Clash foi o que me expressei de modo menos efusivo. Agora, se você realmente ainda pensa desse jeito, bem… Eu não posso fazer nada, apenas lamento alguém possuir uma mentalidade tão infantilóide para lidar com opiniões contrárias. Outra coisa, você leu o desfecho do meu texto? Eu enalteci a sua ótima “Lifantastic I”, uma das melhores músicas nacionais daquele ano.

    Você pode confirmar com o Felipe Reis, do Twitter, quis escutar o seu disco na expectativa de encontrar um álbum mais maduro, talvez com uma ou várias novas “Lifantastic”, pois não foi o que encontrei, encontrei um disco que vai na contramão de tudo o que você parecia criticar sobre a alcunha de “terrorismo musical”, e acredito que não fui o único a me decepcionar com o disco. Pode chamar de bom mocismo, espernear no seu babaquismo costumeiro, o que seja, assim como você inclusive já fez de forma arrogante com outros amigos meus de blog – Pedro Primo, Danilo e afins -, mas sinceramente espero um dia responder ao Claudio, e não ao seu alterego bobão da corte regido por um cara sentando em frente ao computador despejando fúria gratuita como uma criança que esperneia por um brinquedo.

    De qualquer forma, para a sua infelicidade, continuarei escutando os seus lançamentos, mesmo sem a sua aprovação, mesmo sem o título de garbo e importância que você atribui aos seus amigos gringos que possuem faculdades mais preservadas e meritocráticas. Sem birras, sem ódio imotivado, pois espero apenas ter me comunicado com o Claudio Szynkier, ainda que aparentemente me pareça impossível depois desse seu comentário. Desejo melhoras para a sua maturidade.

  3. claudio
    16/12/2013

    na verdade, meus admiradores, que não são meus amigos, em outros países possuem outro tipo de faculdades preservadas, diferentes dessa panguice liberal-democrática (tucana) chamada “meritocracia”, e que você ingenuamente assume como o contrário do que prego e enalteço (para melhor entendimento do que estou querendo dizer, procure o que tenho escrito nos últimos anos).

    o que eles possuem, a meu ver, é contato com o espírito. o que os coloca em outro terreno, não meritocrático, mas aristocrático.

    ou seja, sabem, por essa razão, agir com humildade dante de algo novo e desconhecido e, com essa humildade, amparada por outras virtudes da vocação aristocrática (força, temperança, etc), podem eventualmente encontrar, depois de uma jornada que pode ser ou não turbulenta, a verdade e a síntese espiritual de uma obra – escolhendo assim absorve-la como parte de seu próprio universo ou não.

    aristocratas assim absorveram eventualmente ‘college clash’, depois de uma jornada, essa sim, madura e virtuosa.

    o que fica difícil esperar em se tratando de você, um produtinho típico da uff: sim, um armazém de bostinhas materialistas corrompidos pelo marxismo cultural e, como os grandes aristocratas do pensar já vem apontando desde 1812 mais ou menos, pela cultura em si (inimiga da arte, em relação à qual, repito, você é uma farsa e um analfabeto).

    não tenho problema com a crítica, tenho problema com a crítica realizada por um subalterno como você.

    um refém de falsos conhecimentos e dessa verborragia jornalística (sim, essa sim pós-moderna) que o ampara diante de seu público, mas o deixa nu na frente de qualquer um, como eu, com um pouco mais de bagagem.

    encerro dizendo que você é um bosta e continuará sendo um bosta falando de qualquer disco, incluindo os meus, e que isso não se amplia para seus companheiros, principalmente o danilo, que era um bebê confuso e pelo que vejo tem evoluído com bastante honestidade.

    tente seguir o caminho dele.

    para fim de conversa, o disco não tem nada do terrorismo que apontei e continuo apontando: o disco é um desfiladeiro de águas tortuosas embaixo e uma caverna hospitaleira ao fundo – caverna essa acessível apenas àqueles que se prepararem com conhecimentos, intuições, sensações e virtudes contrárias a essa lama espiritual que você, e não apenas você, cultiva como verdade nesses dias.

    ou seja, é um disco não para burros.

    de certa forma, um cavaleiro assassino da velha europa contra burros e bocós brasileiros. grupo que você representa com propriedade quase inalcançável.

    (minha crítica a você jamais foi baseada no argumento da sua dor de cotovelo/ rancor em relação a mim: isso é apenas um ingrediente. o que quis dizer e continuo, no âmago da questão, é: pessoas tem que chegar aos discos, não o contrário. você fala mal do disco porque simplesmente não pode, por natureza acredito, chegar a ele).

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  4. claudio
    16/12/2013

    * que você ingenuamente assume como o que prego e enalteço

    • Ramon R. Duarte
      17/12/2013

      Agora esse comentário só confirma o quão egoísta é a sua interpretação de análise crítica. E para a sua surpresa, tenho lido sim os seus novos textos no Tumblr, e – novamente – para o seu espanto: tenho concordado com inúmeros deles. Você me classifica como marxista cultural, jornalista verborrágico pós-moderno e o cacete a quatro, quando, na verdade, em nada me identifico com qualquer corrente marxista ou algo semelhante; ainda assim, no texto sobre o College Clash, eu sequer entrei nessa temática, o foco era a música por si só, basicamente apoiada em uma interpretação de obra aberta.

      Você também fala que eu ajo sem humildade diante de algo novo (o seu álbum) e desconhecido (há pleonasmo aqui), quando, na realidade, entre os editores do 4 Track (blog que divido com Felipe Reis, Pedro Primo e o Danilo), sou um dos maiores defensores da música enquanto arte que transcenda o habitual e o regrado; ou seja, o seu tão apreciado e virtuoso espírito aristocrático.

      Já que me convidou a ler os seus recentes textos (que já os li), também o convido a escutar o disco que coloquei como o melhor desse ano, ou mesmo o do ano passado. São duas obras que possuem a mesma síntese espiritual sublimativa que você enaltece em seu College Clash – e que para mim inexiste.

      Bem, eu ao menos tento ir atrás da informação, você parece que não sente necessidade disso, além de arrogante é preguiçoso. Preguiçoso e presunçoso, exige humildade, mas é um poço de ignorância. Pois acertei em cheio no supra-ego. Eu nunca tinha observado tamanha insegurança em uma pessoa só, alguém que se autoproclama tudo, quando pouca coisa é. Uma pessoa que sente necessidade de explicar a própria obra, pois pra mim isso é excesso de hesitação em relação ao próprio trabalho, a própria figura, ao próprio ego inflado e que estoura fácil fácil, pois eu consegui com um texto que você mesmo considera pífio. Patético.

      Ah, estão aqui os dois álbuns que falei: http://goo.gl/GsF127 e http://goo.gl/dXdCBw

      Mas acredito que tenha preguiça de escutar. Entendo. Passar bem, Notas (não o Claudio).

  5. claudio
    17/12/2013

    você, q me acompanha com tamanho empenho, sabe que escuto 400 discos por ano, dentre novos e velhos, embora eu já tenha escutado 95 % do que era importante para me formar em relação à música (cada ano novo me dá uns 0,4 % a mais na conta total)- e tenho a coragem e a altivez de assumir isso porque entendo o destino da música em seu espírito magno e predominante, coisa que talvez a excitação não permita a você. mas acho que não é bem a excitação, e sim uma agenda mental moldada por seu meio- uma agenda materialista (estar no momento, estar agora, debatendo o agora, sob os auspícios de um “novo norte”).

    se tenho preguiça de algo é de ser um participe desse ambiente materialista de resenhismo cultural para eleger as “correntes sonoras do mundo” (está aqui a definição de marxismo cultural musical, do qual você, tendo lido ou não, seguindo conscientemente ou não, não foge por pura vocação). não preciso falar de discos para escuta-los, nem me defender logo perante a você, que sempre bebeu lá da minha fonte, sempre foi lá se alimentar – o que eventualmente poderia fazê-lo mais parecido (por mimese positiva, na qual acredito mto) a mim.

    posso falar e defender o meu trabalho pois não sofro de requintes corrompidos do cenário cultural contemporâneo (e que nada têm a ver com a humildade verdadeira) do qual você é um pequeno participante, requintes que pressupõem que um artista não se expresse criticamente sobre o que cria pois precisa mostrar certa ‘compostura’ e ‘polidez’ diante de imbecis mal-formados como você- faço isso, defender minha obra, embora gente mais gabaritada que eu o faça melhor, pois como opinador estou longe do que construo artisticamente.

    nesse expediente, me junto a edmund wilson, mann, faulkner, welles, rundgren, ford, lennon, etc, artistas que não sofriam dessa doença burguesa metastática da polidez escrava.

    se respondo a teu blog não é por valoriza-lo ou legitimar o que foi escrito (embora indiretamente saiba que esse é o resultado): se o faço é para, sem me glorificar em uma falsa superioridade (também subalterna, falsamente elegante), em um estúpido e leniente senso de que a pequena sujeira não precisa ser limpa, deixar bem claro ao cosmos, deixar impresso (pois aí entra um dever de humildade quanto ao todo) o que é sórdido, o que é mesquinho, o que, em suma, está errado.

    seu blog está errado.

    aguardo as próximas críticas, talvez mais recheadas da matéria que formou essa. talvez recheadas de uma mal-travestida elegância estrutural mesquinha (“esse é bom, apesar dos erros aqui, aqui e aqui). essa manta professoral ridícula que fica engraçada em tipos legitimatórios – sem a propriedade de se-lo.

    vou escutar os discos indicados, como sempre faço e até acho que ensinei um pouco a fazer, naquele tempo em que vocês eram a pitchfork traduzida para português, obrigado.

  6. claudio
    17/12/2013

    e pelo amor do senhor, para começar a ficar mais de acordo com a virtude mínima, pare com essa covardia formal babaca de apontar o que é “pleonasmo” (que, lá, para começar não é: novo é o que chega, desconhecido é o que surpreende).

    • Ramon R. Duarte
      17/12/2013

      Pois agora até se dedicou um pouco mais, acho que consegui uma face do Claudio e não do Notas.

      Mas ok, Claudio, Notas, ou seja lá quem for. Aguarde ou não futuros textos e faça bom proveito ou não dos discos que te indiquei. Té breve.

  7. claudio
    17/12/2013

    hahaha porra, bleu?????? porra ramon, você me leu bem mais do que eu esperava. n que seja um le orme, um locanda, mas até é passável.

  8. felipe
    18/12/2013

    nao que eu ache esse o melhor do babe terror tb, principalmente por ter menos unidade que os outros , mas realmente chamar isso http://www.internationaltapes.com/reviews/babe-terror-tokyo-famicom-mvps/ ou enato isso http://babeterror.bandcamp.com/track/a1-perdizes-camp-seniors de harsh noise gratuito demanda um esforço emocional e mental imenso , ou entao surdez

  9. Pingback: Melhores Discos de 2013 | Papel Cult

  10. Ney Ubhatovyanjañaka
    13/01/2016

    Cia de Pastéis Okinawa é foda! Você é um indiezinho ultrapassado que só sabe xoxar trabalho alheio, considerar sonoridades diversas como melhores ou piores é extremamente infantil!

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