Papel Cult

Drake – Nothing Was the Same (2013)

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Drake já tinha flertado inúmeras vezes pelos caminhos de uma R&B e soul music em seus discos anteriores, mas em nenhuma dessas tentativas o rapper – e agora sim cantor – conseguiu ser tão convincente como ele consegue nesse Nothing Was the Same. É incrível como quase todas as músicas do álbum possuem potencial de hit radiofônico, mas em momento algum as quinze faixas do disco parecem superficiais ou óbvias demais para uma faixa-modelo de rádio. Com leve inclinação oitentista, em “Hold On, We’re Going Home” Drake atinge o seu ápice como soul man em uma canção que exalta a sensualidade da black music de Marvin Gaye. 

Nothing Was the Same consegue estabelecer um meio termo entre o puramente pop e o sophisti-pop com canções refinadas em decoro das ruas e dos próprios devaneios existenciais que Drake nos revela aqui, mais do que já havíamos observado, como acontece nas excelentes “From Time” e “Wu-Tang Forever” em um jazz-rap sobre rompimento amoroso. Drake pode não ser o melhor rapper com as palavras e rimas, mas a sua entrega é direta e verdadeira, ele despeja suas inseguranças em uma persona angustiada, se entrega em um baile vintage e solitário, o rapper dança e discursa sozinho sobre o que ele procura entender sobre a vida, relacionamentos amorosos, família… Nothing Was the Same é um confessionário onde Drake se expõe intimamente como pouco se expôs antes.

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Publicado às 24/12/2013 por em Música, Recomendado, Resenhas e marcado , .
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