Papel Cult

Piores discos de 2014

Title- Too much noiseArtist- Primoz Zorko

Recapitulando rapidamente as regrinhas e argumentos utilizados em minhas listas anteriores, que também servem para essas de agora. Assim como toda e qualquer lista exposta aqui no blog, a lista de piores possui, primeiramente, um top com os cinquenta principais discos, do qual escrevo pequenos textos sobre os dez primeiros colocados, geralmente um ou dois parágrafos curtos para cada um. Depois dos cinquenta álbuns, eu listo sem enumerar, no caso dos piores, os discos que ainda considerei ruins e outros que achei somente fracos ou medíocres – dependendo, obviamente, das notas que constam ao lado de cada título.

Posteriormente, sendo essa a única coisa diferente das minhas outras listas, também faço aqui um top de EPs, igualmente limitado, a princípio, em um número de cinquenta álbuns, seguido de outros que considerei fracos ou ruins. Como é de praxe, as minhas listas jamais são definitivas, pois não trato crítica como sentença; então, assim como posso, ao longo dos próximos anos, ainda continuar adicionando novos disco à lista, também posso retirá-los em novas revisitações, atualizando-a constantemente – como já faço com as listas antigas.

Pois bem, devidamente informados, fiquem com a lista:

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10. Hong Chulki & Ryu Hankil – Objets infernaux

Não há muito o que falar sobre Objets infernaux, a não ser que se trata de um disco muito, mas muito chato. Multiplique a palavra “chato” inúmeras vezes para que tenha uma real noção do tamanho da chatice. Mas vamos lá, fique calmo pois esse certamente não será o primeiro disco no estilo que você verá nessa lista. Resumindo a obra, Objets infernaux é uma peça de música eletroacústica capitaneada por dois nomes da música experimental sul coreana, Hong Chulki e Ryu Hankil, os dois já com relativo tempo de estrada na cena do país. O disco, basicamente, no entanto, possui cinco extensas faixas onde os dois fazem uma série de experimentos minimalistas aleatórios, bobos e completamente sem expressão, vazios em sua proposta, digamos… Autonômica. Na realidade, esse um daqueles discos que só quem é maluco mesmo, e que escuta inúmeras coisas no ano, se submete ao trabalho de ouvir. No melhor dos chavões: uma enorme perda de tempo, das mais horríveis de 2014.

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9. AMM – Place sub. v.

Picaretagem das grandes feita por um dos nomes mais importantes da música experimental europeia, difusores da chamada improvisação livre, o AMM surgiu com o intuito de estender os limites do jazz convencional, pois influenciaram o que futuramente ficou conhecido como o european free jazz sob o aspecto do free improvisation. Por mais que o intuito do grupo, desde a sua gênese, fosse o de romper com preceitos básicos da música como melodia, harmonia e ritmoé preciso notar que o que eles fazem, não só aqui, mas ao longo de sua discografia, não vai muito além do divertimento solitário e apático, que em nada causa comoção. Existem artistas de free improvisation que conseguem transformar seu espetáculo em reconhecimento, em aliança sensitiva sem se sujeitar aos moldes da música convencional, embarcando na música livre proposta pelo AMM.

Esse ano, por exemplo, mais uma vez, tivemos Keiji Haino e suas inúmeras colaborações, para citar um bom nome. No entanto, o que o AMM faz aqui está longe da busca de ligação com o receptor, é um jogo individual onde só os regentes desfrutam, é basicamente como uma passagem de som, a primeira delas, onde não há entrosamento e sai tudo pessimamente fora de conexão, algo que depois de alguns ensaios acaba melhorando. No entanto, isso não ocorre com o AMM, eles buscam justamente essa discórdia, desde os seus primeiros lançamentos, o propósito do grupo é esse, o de entropia, tanto que os integrantes funcionam como particularidades no álbum, é cada um por si como se existisse uma divisão em meio ao que está sendo exposto, porém não existe. Como que se cada melodia de um integrante, afunilada, resultasse em uma canção real, com características convencionais. Há quem encontre beleza nisso. Bem… Há mesmo?

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8. Slava – Comma Sutra

Esse novo do EP do Slava, produtor norte-americano de música eletrônica, foi uma média (para não dizer grande) decepção que tive em 2014, até porque havia gostado bastante do seu segundo álbum de estúdio, o Raw Solutions, que inclusive figurou na minha lista de melhores lançamentos de 2013. Pois Comma Sutra, diferente de Raw, dá inúmeras razões para os que criticam o modo amador e despretensioso com qual Slava cria suas músicas, se aproximando de vertentes pouco levadas a sério como o vaporwave e o seapunk, por mais que nos últimos anos isso já tenha se extinguido com inúmeros bons lançamentos de ambos os lados. Entretanto, nesse EP, Slava realmente parece um artista desse escalão, da gênese pobre dessas vertentes, cada vez mais próximo do amadorismo frouxo e sem boas ideias, como essa, presentes em seu segundo álbum de estúdio. Por mais simples que suas composições já fossem, em Comma Sutra, Slava passa um estigma prosaico de que elas realmente foram feitas em um FL Studio da vida, tamanha falta de inspiração e preguiça criativa, com um footwork morno e tedioso, sem em momento algum suscitar algo próximo a Raw Solutions.

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7. Alien Fucker – The First Rape in Space

Essa certamente é a pior tortura musical que alguém poderia sofrer no ano, esse foi o meu pior castigo por ser um obstinado “rato de Bandcamp”, que apesar de ainda ser um dos melhores celeiros de artistas da atualidade, também nos reserva inúmeros outros que não deveriam nem existir. Pois Alien Fucker, com sua aberração The First Rape in Space, é um desses artistas. Por conta dessa vontade insana de escutar tudo que me cai nos ouvidos, acabo me deparando com piadas musicais como essa, que definitivamente não possuem graça alguma. Tomei conhecimento desse álbum do Alien Fucker quando procurava alguns discos de cybergrind para escutar, dessa busca consegui encontrar um muito bom, dos italianos do Bologna Violenta, que inclusive recomendei aqui no blog; no entanto, de sei lá, 10 discos que escutei, esse certamente foi o pior de todos (que escutei na vida).

Enquanto os italianos do Bologna Violenta fizeram algo sensacional ao misturar um gênero dogmático, como o grindcore, cheios de preceitos chatinhos que só limitam o processo de criação na música, com elementos interessantes de rock sinfônico, os piadistas do Alien Fucker fizeram uma mistura de sintetizadores pré-históricos, guitarras das mais genéricas possíveis com um vocal que mais parece uma série de arrotos indecifráveis durante todo o álbum, que graças a deus é bem curto – sendo essa a sua única e verdadeira qualidade. Mas por que diabos então eu fui escutar logo um disco chamado “o primeiro estupro no espaço”, com essa capa (!!!) e de um artista chamado “Alien Fucker”? Tá certo, tá certo… Eu fiz por merecer, ou talvez só seja ingênuo demais.

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6. Ghetts – Rebel With a Cause

Rebel With a Cause certamente é o álbum pior produzido que escutei em 2014, senão um dos piores. As escolhas que Justin Clarke (Guetts) faz aqui passeiam entre o mal gosto extremo e as limitações aparentes que o rapper londrino possui, limitações essas que passam, a todo instante, uma imagem de amadorismo e carência de imposição, faltando maior sensibilidade por parte de Guetts para conduzir uma obra razoavelmente ambiciosa com mais de 1 hora de duração. O horrorcore, que divide o contexto do álbum no âmbito de um pop rap desfigurado e sem muitos suplementos, aquinão dá certo.

Volta e meia o disco também parece assumir um discurso bobo de adolescente fã de rap rock, com guitarras completamente aleatórias construindo o apoio do rap game básico de Justin, esse último cheio de contenções e vícios que aparecem grosseiramente ao longo das inúmeras canções. O rapper desliza em cima de bases genéricas e repetitivas, os refrões são jogados a todo instante na canção, sem qualquer tipo de discernimento ou preparo, de noção de construção da música, sua estrutura e afins. Com essa tentativa de estreia extremamente equivocada, com ares suntuosos que não conseguem se manter nem no primeiro refrão, Guetts seguramente precisa pensar melhor em suas escolhas numa possível nova investida musical.

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5. Foxy Shazam – Gonzo

Este novo disco do Foxy Shazam veio para confirmar a importância que Justin Hawkins teve enquanto produtor do ótimo The Church of Rock and Roll, um dos melhores e mais divertidos lançamentos de 2012. Gonzo mostra toda a debilidade que o novo Foxy Shazam possui quando não há um bom regente os guiando pelo melhor caminho, coisa que Hawkins fez magistralmente pelo terreno do glam hard rock dos anos 70 e 80. O que temos aqui é uma banda desnorteada, criando canções completamente desconectadas com o que querem transmitir no disco, soa tudo como um trabalho de segunda escala, um conjunto de b-sides que nem mesmo estaria presente em uma versão genérica do disco de 2012.

Pois em momento algum a banda norte-americana consegue se aproximar do êxito de outrora. Gonzo, na realidade, trata-se de uma versão assustadoramente apagada do que fizeram em The Church, me parece um trabalho feito às pressas tentando pegar carona justamente no êxito do álbum produzido por Hawkins. As canções, aqui, assumem uma construção limitada, modesta, longe de todos os exageros voluptuosos de The Church, talvez esse disco tenha servido somente para mostrar como, nem sempre, bandas que se submetem à reformulação, a constantes mudanças estilísticas, conseguem acertar em tudo. O Foxy Shazam surgiu todo experimentóide no campo do post-hardcore, foi abandonando tudo em nome da diversão e liberdade artística, teve a sorte de encontrar um bom condutor de mudança em 2012. Deu certo, muito certo. Em Gonzo, porém, sem a ajuda de uma figura mais especialista, como a de Justin Hawkins, o grupo patinou grotescamente na falta de personalidade.

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4. Skrillex – Recess

É verdade que Skrillex nunca foi lá muito bem visto no mundo da música eletrônica, porém o produtor e DJ sempre me pareceu desagradar os ouvidos alheios por motivos completamente equivocados; afinal, a figura de Skrillex se construiu como um desvirtuador, um herege de algo idealizado e que alçava relativa popularidade à época, porém sempre no âmbito segmentado da música alternativa, como é de costume com todo surgimento de cena musical. O dubstep apareceu com seus dogmas bobos, pois coube a Skrillex a deturpação, conduzindo-o ao contexto megalômano e enérgico da música pop. Feito, obteve suas consequências. Skrillex, antes de tudo, soube conquistar e unir algo para si e que encontrava-se desconjuntado na música eletrônica.

breakcore não conseguiu, o digital hardcore não conseguiu… Somente Skrillex, sob a fórmula famigerada do brostep, conseguiu levar a música eletrônica para as rodinhas punk. Em Recess, esperava-se finalmente a confirmação de sua audácia, algo ainda mais febril e acentuado, reforçando a sensibilidade pop-intensa de seus EPs. Pois não ocorre, Skrillex desaba em composições pouco imersivas, leves e que não se sujeitam ao êxtase de outrora, o moombahton assume o lugar dos drops grosseiros e violentos, mas que de certa forma causavam impacto. Em Recess, Skrillex enfim demonstra a sua real fragilidade, além da evidenciada na tentativa de seriedade em Leaving, um grave erro no campo onde ele aparentemente parecia dominar.

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3. Medical Cantoon – Spinal Graft

Gratuidade talvez seja a melhor palavra que define esse disco do Medical Cantoon, também poderia confundir com liberdade, no entanto, não é o caso aqui, pelo simples fato da obra não encontrar a concórdia na música-livre que o seu disco pretende, assim como buscam os músicos e artistas de free improvisation – e, neste caso, do harsh noise. Acredito que representantes dessa matiz não possuem conhecimento das limitações que se sujeitam, que não conservam o mínimo domínio para uma expressão artística de choque, afinal, como de costume, o intuito da música noise é sempre a de desafio (próprio ou não), de transfiguração, de confrontar o belo e o divino pré-estabelecidos. Artistas dessa escala estão sujeitos a isso, não há como fugir, estão submetidos ao modelo mais baixo da música, à escória da arte, porém carregando consigo o orgulho mórbido por tal feitio. Transcrevendo as palavras de Merzbow: “If ‘noise’ means uncomfortable sound, then pop music is noise to me.”

Entretanto, o que esses artistas não sabem é que suas armas (na maior parte dos casos) não funcionam, quando, à primeira instância, não se combate beleza com feiura. É preciso, antes de tudo, encontrar o belo no feio, em um jogo contraditório, para que, assim, haja esse conflito com o transcendente. Inúmeros modelos artísticos fazem e fizeram isso ao longo da história da arte, seja na música, cinema, literatura ou nas artes plásticas, é preciso muito mais do que liberdade, o simples desejo de criar e transgredir para confrontar o exímio comum, o propenso, é um trabalho mais árduo do que o habitual, e Spinal Graft definitivamente não possui as qualidades necessárias para tamanho embate.

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2. Wolfgang Voigt – Rückverzauberung 9: Musik Für Kulturinstitutionen

Álbuns como esse do músico alemão Wolfgang Voigt, mentor do projeto de música ambiente Gas, fogem do domínio básico da música enquanto representação da beleza em um modelo artístico, arranjando motivos que assumem a sua concepção além-música, conceitual, distante, cabeça… Quando esse discurso, insignificante, não existe, tenta-se criar uma relação de entrega quase que ritualística com o objeto-arte, o de contato direto com a obra em um jogo sensorial receptivo de empatia. Pois não há. A primeira opção eu jamais a levo a sério, a princípio, o argumento deveria funcionar como apoio da obra, e não justificá-la pela qualidade essencialmente musical.

A segunda, por sua vez, cabe à percepção subjetiva do indivíduo, esse que se sujeita à obra, algo que vocês podem notar que não ocorreu comigo; de modo distinto, o disco não estaria em uma lista de piores. Pois bem, todo o aparato fetichista que se cria em torno da concepção não-álbum que a obra de Voigt assume, todo o alarde em volta da limitação em apenas 500 exemplares físicos que ela possui, tudo isso em nada assume o contexto belo da música enquanto arte, funciona como maquiagem materialista, é desfigurador e astucioso. Sujo, infeliz. Tira-se a casca, o espetáculo teatral do qual faz parte, projetado minuciosamente para dissimular um projeto (não-álbum), para então quebrar-se fragilmente revelando o então corpo moribundo, que jamais vira beleza e vida.

WOLD - Postsocial

1. Wold – Postsocial

Basicamente, Postsocial é algo que não dá para levar a sério, definitivamente não dá. Posso dizer que Postsocial  é a versão, digamos… Sórdida do não-disco que expus anteriormente, do músico Wolfgang Voigt, um grande nada durante minutos e mais minutos exaustivos, travestidos de seja lá o que for. Minutos que não se justificam em momento algum, não causam qualquer sentimento importante no receptor, a única reação que se cria, ao longo do disco, é o tédio dominante de um trabalho preguiçoso e espúrio; ou, no pior dos casos, uma enorme sensação de indiferença. Senti a última em níveis extremos enquanto escutava o álbum, não me encontrei mais conectado à obra depois de uns 15, 20 minutos de audição, um alívio que não se concretiza, na realidade, quando Postsocial nem mesmo desconforto causa no ouvinte.

Muito menos como experimento Postsocial funciona, já que o que escutamos aqui é um trabalho imensamente banalizado e remastigado pela história da música, é a insistência em um modelo primal que tenta conduzir um espírito revolucionário caquético, que não surpreende mais, que não existe por inúmeros fatores, não só históricos, se relacionando com a música e sua percepção. Na elogiosa resenha feita pelo crítico Grayson Haver Currin, do site Pitchfork, em 2011, para o disco anterior ao Postsocial, Grayson nos introduz à seguinte sentença, logo em seu primeiro parágrafo, especificando uma suposta relação conflitosa que algumas pessoas/críticos possuem com a música noise:

“The catchall criticism for noise as a form of music is that, because it often seems so unordered and illogical, it must be simple and pedestrian. Play some for a cynic, and short of outright disapproval, you’ll probably be greeted with a categorical response: “I could do that, too.” There are a handful of mostly irrefutable ways to come back at that idea– “Well, you didn’t,” for instance, or, “OK, tell me how.”

But don’t be so snappy, not yet: Noise music, at least for me, should retain some element of mystery, some air of unknowing; after all, if it’s an intentional obliteration of the structures and sounds you’ve known from the first time you heard “Electric Company” or “Sesame Street”, it should force you to ask the most basic questions of what it is, how it is made, and why it is made. And in the quest for those illusory answers, the best noise, drone, and sound experimentation should either pull you in or blow you away, reaffirming that the thing itself is more provocative than the motions behind it.”

Ora, o que Grayson diz é de uma desonestidade absurda, quando se fundamenta na alegação de que a simples existência se sobressai ao valor estético do álbum, de sua beleza (mesmo sob o aspecto expressionista, que lhe é falho). Currin se explica ao defender um caráter “misterioso” em relação à música noise, essa supostamente presente no álbum de Wold, porém não há mistério algum aqui, quando sua abordagem é inegavelmente datada, um projeto monolítico, sem vida, sem expressão; a anti-produção, o desleixo, a pobreza artística, aqui, assumem funções e características pseudo-positivas, no intuito de ludibriar a sua inexistência, a sua absurda debilidade artística. Segundo o crítico da Pitchfork, porém, isso não ocorre, pois o discurso sobrepõe-se à obra, à música, à primeira instância, criando um espetáculo de palavras que justifica os meios falhos. O que Wold faz aqui, sob à defesa de Currin, demonstra o quão preocupante seria a situação da música noise (e experimental) se dependêssemos de trabalhos fétidos como esse, de análises que fundamentem o que há de mais feio. Felizmente tenho consciência de que essa não é a realidade.

[Top 100 com a capa dos discos]

 

Top 100

1. Wold – Postsocial (0.1)

2. Wolfgang Voigt – Rückverzauberung 9: Musik Für Kulturinstitutionen (1.0)

3. Medical Cantoon – Spinal Graft (1.5)

4. Skrillex – Recess (1.5)

5. Foxy Shazam – Gonzo (1.5)

6. Ghetts – Rebel With a Cause (1.9)

7. Alien Fucker – The First Rape in Space (2.0)

8. Slava – Comma Sutra (2.0)

9. AMM – Place sub. v. (2.5)

10. Hong Chulki & Ryu Hankil – Objets infernaux (2.5)

11. Black Leather Jesus/Blue Sabbath Black Cheer – Split (2.5)

12. 30XX – Dead Future (2.5)

13. Carnifex – Die Without Hope (2.5)

14. The Bunny the Bear – Food Chain (2.5)

15. Rádio Morto – Escatologia Poética (2.5)

16. The International Nothing – The Dark Side of Success (2.5)

17. Phurpa – The Magic Rituals of the BON Tradition (2.5)

18. Slash feat. Myles Kennedy & The Conspirators – World on Fire (2.5)

19. Pixies – EP3 (3.0)

20. The Residents – The Replacement (3.0)

21. Fresno – Eu Sou a Maré Viva (3.0)

22. Art Metal – The Jazz Raj (3.0)

23. Linkin Park – The Hunting Party (3.0)

24. Skid Row – United World Rebellion: Chapter Two (3.0)

25. Machine Code – Velocity (3.0)

26. Perfect Pussy – Say Yes to Love (3.5)

27. The Ash Eaters – Nothing Is Real (3.5)

28. Rob Cantor – Not a Trampoline (3.5)

29. Dragonforce – Maximum Overload (3.5)

30. Goliad – There Is Beauty In (3.5)

31. Casey Crescenzo – Amour & Attrition (3.5)

32. Nancy Ajram – Nancy 8 (3.5)

33. Arcn Templ – Glass Blood (3.5)

34. Dungeon Elite – No Kings or Gods Only Man (3.7)

35. Sun Ra & His Astro-Infinity Arkestra – Other Strange Worlds (3.9)

36. MC Nego do Borel – MC Nego do Borel (3.9)

37. Univers Zero – Phosphorescent Dreams (3.9)

38. Blut aus Nord and P.H.O.B.O.S. – Triunity (3.9)

39. Woods – With Light And With Love (3.9)

40. Opera Magna – Del amor y otros demonios – Act I (4.0)

41. Quiet Riot – Quiet Riot 10 (4.0)

42. Ancestors – In Death (4.0)

43. Taylor Swift – 1989 (4.0)

44. Wretched Excess – Away From This World (4.0)

45. Romulo Fróes – Barulho Feio (4.0)

46. Pixies – EP2 (4.0)

47. OFF! – Wasted Years (4.0)

48. Ga-In – Truth or Dare (4.0)

49. Atomtrakt & Arditi – Split (4.0)

50. SeixlacK – Seu Lugar é o Cemitério (4.0)

51. Theologian – A Means by Which to Break the Surface of the Real (4.0)

52. VHS Head – Persistence of Vision (4.0)

53. Today Is the Day – Animal Mother (4.0)

54. Tokio Hotel – Kings of Suburbia (4.0)

55. Weezer – Everything Will Be Alright in the End (4.0)

56. Current 93 – My Name Is Nearly All That’s Left (4.0)

57. Sithu Aye – Pulse (4.0)

58. Slipknot – .5: The Gray Chapter (4.0)

59. Haken – Restoration (4.0)

60. St. Vincent – St. Vincent (4.0)

61. Eric Holm – Andøya (4.0)

62. Abysmal Dawn – Obsolescence (4.0)

63. Boak – Boak (4.4)

64. BMB – Live in Tokyo (4.5)

65. Candiria – Invaders (4.5)

66. Charli XCX – Sucker (4.5)

67. Miranda Lambert – Platinum (4.5)

68. Holy – Seclusion MMXIV (4.5)

69. The Glitch Mob – Love Death Immortality (4.5)

70. Renan Luce – D’une tonne à un tout petit poids (4.5)

71. The Heartbreaks – We May Yet Stand a Chance (4.5)

72. Kasabian – 48:13 (4.5)

73. Indian – From All Purity (4.5)

74. Gabriel y Vencerás – San Felices (4.5)

75. Chicago – “Now” Chicago XXXVI (4.5)

76. Linkin Park – Underground 14.0 (4.5)

77. Liars – Mess (4.5)

78. Mastodon – Once More ‘Round The Sun (4.5)

79. Sean Lubin – The Pale Coast (4.5)

80. Tyrant of Death – Ascendancy (4.5)

81. Twofold – The Second Phase (4.5)

82. The Word Alive – Real (4.5)

83. Allegaeon – Elements of the Infinite (4.5)

84. Hôtel Morphée – Rêve américain (4.5)

85. Finished – Their Is No God (4.5)

86. Real Estate – Atlas (4.5)

87. Black Light Discipline – Death by a Thousand Cuts (4.5)

88. Seether – Isolate and Medicate (4.5)

89. Lykke Li – I Never Learn (4.5)

90. Caught a Ghost – Human Nature (4.5)

91. White Lung – Deep Fantasy (4.5)

92. Samo Zaen – Zay Ay Atnen (4.5)

93. The Smashing Pumpkins – Monuments to an Elegy (4.5)

94. Kyary Pamyu Pamyu – Pika Pika Fantajin (4.5)

95. Nick Jonas – Nick Jonas (4.5)

96. Claudio Curciotti – Field Abuse Volume 1: Helicopters (4.7)

97. Yuri Costa – Dissonia (4.7)

98. Opeth – Pale Communion (4.7)

99. D’Angelo And The Vanguard – Black Messiah (4.7)

100. Death From Above 1979 – The Physical World (4.8)

 

Igualmente fracos ou ruins

DJ Punisher – Untitled (4.9)

The Pizza Underground – Live at Chop Suey (4.9)

Progenie Terrestre Pura – Asteroidi (4.9)

Beyoncé – BEYONCÉ: More Only (4.9)

Suni McGrath – Seven Stars (4.9)

Ludmilla – Fala Mal de Mim (4.9)

Avey Tare’s Slasher Flicks – Enter the Slasher House (4.9)

Ai Aso – Lone (4.9)

Makulatura – Пролог (4.9)

GAMESHARK™ – SHARK フローティン グふわっと (4.9)

Against Me! – Transgender Dysphoria Blues (4.9)

FACT – Witness (4.9)

Joseph Marinetti – PDA (4.9)

Whispered – Shogunate Macabre (4.9)

Behemoth – The Satanist (4.9)

Meaning of Life A Crying – Into Desolation (4.9)

Nickelback – No Fixed Address (4.9)

Hatcham Social – Cutting Up the Present Leaks Out the Future (4.9)

Mac DeMarco – Salad Days (4.9)

Nihilistgod – Suicideofnihilgod (4.9)

Girls Generation – Mr.Mr. (4.9)

The Crystal Method – The Crystal Method (4.9)

Silva – Vista pro Mar (4.9)

Low Jack – Garifuna Variations (4.9)

Limbs Bin – Total Anguish (4.9)

The Burden Remains – Fragments (4.9)

Cave State – Cave State (4.9)

Klaus Lang – SAIS. (5.0)

Ming Tsao – Pathology of Syntax (5.0)

gnarwhallaby – [exhibit a] (5.0)

Séculos Apaixonados – Roupa Linda, Figura Fantasmagórica (5.0)

Darius Jones – The Oversoul Manual (5.0)

L’ Arpeggiata – Music for a While: Improvisations on Purcell (5.0)

Iceage – Plowing Into the Field of Love (5.0)

Gnaw Their Tongues – Wir Essen Seelen In Der Nacht (5.0)

Vinolimbo – The End Of What Never Happened (5.0)

Factor Burzaco – 3 (5.0)

Sonotanotanpenz – 3 (5.0)

Godflesh – A World Lit Only by Fire (5.0)

Spectral Lore – III (5.0)

Aden – Whip (5.0)

Protohype – Encore (5.0)

Owsey & Sorrow – Sweetheart of Kairi (5.0)

My Panda Shall Fly – Higher (5.0)

Harkan & Hayden Who – Replacement Skin (5.0)

Shakey Graves – As Per Request (5.0)

The Bombay Royale – The Island of Dr Electrico (5.0)

Leon Vynehall – Music for the Uninvited (5.0)

Bento – Bento (5.0)

Ex Hex – Rips (5.0)

Carne Doce – Carne Doce (5.0)

Luc Arbogast – Oreflam (5.0)

Balmorhea – Heir (5.0)

Moonface – City Wrecker (5.0)

Crippled Black Phoenix – White Light Generator (5.0)

Nicholas Szczepanik – Not Knowing (5.0)

2NE1 – Crush (5.0)

Brutality Will Prevail – Suspension of Consciousness (5.0)

Lone – Reality Testing (5.0)

Perfume Genius – Too Bright (5.0)

Steve Aoki – Neon Future I (5.0)

Current 93 – I Am the Last Of All the Field That Fell (5.0)

Thee Silver Mt. Zion – Fuck Off Get Free We Pour Light on Everything (5.0)

Vijay Iyer – Mutations (5.0)

Bohren & der Club of Gore – Piano Nights (5.0)

Core Of The Coalman – Amphibious Radost (5.0)

The Blue Angel Lounge – A Sea of Trees (5.0)

Vitor Almeida Lopes – Noite (5.0)

Amen Dunes – Love (5.0)

Bruce Springsteen – American Beauty (5.0)

Atari Teenage Riot – Reset (5.0)

Leonid Fedorov & Vladimir Volkov – Мотыльки (5.0)

Magma – Rïah Sahïltaahk (5.0)

How To Dress Well – What Is This Heart (5.0)

Alpine Decline – Go Big Shadow City (5.0)

Memphis May Fire – Unconditional (5.0)

A Sunny Day in Glasgow – Sea When Absent (5.0)

James Blake – 200 Press (5.0)

Coldplay – Ghost Stories (5.0)

Vowels – CHxxNxD (SxSSxxN) (5.0)

Kafka’s Ibiki – Okite (5.0)

The Sad Bastard Book Club – The Crow Nose Quartet’s (5.0)

Sonic Station – Next Stop (5.0)

Kid Ink – My Own Lane (5.0)

Foo Fighters – Sonic Highways (5.0)

Morbus Chron – Sweven (5.4)

Piano – Salvage Architecture (5.5)

Cellhavoc – Consumed By Eternal Darkness (5.5)

Hammerhead – Global Depression (5.5)

Labirinto – Masao (5.5)

Isqa – Sleeper (5.5)

Aphex Twin – Syro (5.5)

AC/DC – Rock or Bust (5.5)

Ty Segall – Manipulator (5.5)

Øresund Space Collective – Music for Pogonologists (5.5)

Jaloo – Insight (5.5)

Backstreet Girls — Death Before Compromise (5.5)

Future Islands – Singles (5.5)

Max Richter – The Leftovers OST (5.5)

Garth Knight – The New Flesh (5.5)

Sorrow – Hieroglyphics (5.5)

Paragraphs – You’re Ridiculous (I Love You) (5.5)

Golden Retriever – Seer (5.5)

Baloni – Belleke (5.5)

Selah Sue – Alone (5.5)

Royal Blood – Royal Blood (5.5)

The Samuel Jackson Five – Seasons in the Hum (5.5)

Infestum – Monuments of Exalted (5.5)

Self Defense Family – Try Me (5.5)

Animals as Leaders – The Joy of Motion (5.5)

Monarch! – Sabbracadaver (5.5)

Ephera – Navi (5.5)

Punch – They Don’t Have to Believe (5.5)

Sharon Van Etten – Are We There (5.5)

Issues – Diamond Dreams (5.5)

Autumn’s Dawn – Autumn’s Dawn (5.5)

Cameron Carpenter – If You Could Read My Mind (5.5)

Kim Myhr – All Your Limbs Singing (5.5)

Mayhem – Esoteric Warfare (5.5)

Fucked Up – Year of the Dragon (5.5)

Survival Knife – Survivalized (5.5)

Zu – Goodnight, Civilization (5.5)

I Love You but I’ve Chosen Darkness – Dust (5.5)

Conor Oberst – Upside Down Mountain (5.5)

David Crosby – Croz (5.5)

Fluisteraars – Dromers (5.5)

Douglas Dare – Whelm (5.5)

Anathema – Distant Satellites (5.5)

Alcest – Shelter (5.5)

Isaiah Rashad – Cilvia Demo (5.5)

Katatonia – Kocytean (5.5)

Shabazz Palaces – Lese Majesty (5.5)

Vince Staples – Hell Can Wait (5.5)

Useless Eaters – Desperate Living (5.5)

The Goddamn Gallows – The Maker (5.5)

Richard Youngs – Spool (5.5)

Yelle – Complètement Fou (5.5)

Cashmere Cat – Wedding Bells (5.5)

Sly Boots – Bad News Walkin’ (5.5)

Master’s Hammer – Vagus Vetus (5.5)

Falconer – Black Moon Rising (5.5)

Holly Herndon – Chorus (5.5)

Liam Finn – The Nihilist (5.5)

The Antlers – Familiars (5.5)

Sólstafir – Ótta (5.5)

Ziggy Marley – Fly Rasta (5.5)

Iggy Azalea – The New Classic (5.5)

The Pineapple Thief – Magnolia (5.5)

Agalloch – The Serpent & The Sphere (5.5)

The Pains of Being Pure at Heart – Days of Abandon (5.5)

The Bilinda Butchers – Heaven (5.5)

Banda do Mar – Banda do Mar (5.5)

BadBadNotGood – III (5.5)

Secret Band – Secret Band (5.5)

Michael Jackson – Xscape (5.5)

Chromeo – White Women (5.5)

Lana Del Rey – Ultraviolence (5.5)

Coldplay – A Sky Full Of Stars (5.5)

Mourn – Mourn (5.5)

Die Antwoord – Donker Mag (5.5)

The Residents – Smell My Picture – Vol. 1 – Pardon Me, I’m Taking a Shit (5.7)

Ariana Grande – My Everything (5.7)

Noûs – ἀηδής (5.7)

Blues Druid – Three Trees (5.7)

Tom Vek – Luck (5.7)

Amogh Symphony – Vectorscan (5.7)

Clark – Clark (5.7)

Carcass – Surgical Remission/Surplus Steel (5.8)

Falgar – Lejanía (5.8)

Lovechild – In Heaven, Everything is Fine (5.8)

La Rue Kétanou – Allons Voir (5.8)

Horrid Red – Gold of Days (5.8)

Tinashe – Aquarius (5.8)

Damien Rice – My Favourite Faded Fantasy (5.8)

Mariam the Believer – The Wind (5.8)

Andrew Jackson Jihad – Christmas Island (5.8)

Tuomas Henrikin Jeesuksen Kristuksen Bändi – Käkkyrällään (5.8)

Ultrademon – Voidic Charms (5.8)

Messiah – As Daylight Fades (5.8)

Lawrence English – Wilderness of Mirrors (5.9)

Mera – Nano (5.9)

Philip Corner – Satie Slowly (5.9)

Serpents Lair – Demo MMXIV (5.9)

Blue Daisy – Psychotic Love (5.9)

Tengger Cavalry – Ancient Call (5.9)

Planningtorock – All Love’s Legal (5.9)

The Notwist – Close To The Glass (5.9)

A Sense of Gravity – Travail (5.9)

Vrum – Serum (5.9)

The New Division – Together We Shine (5.9)

Cloud Nothings – Here and Nowhere Else (5.9)

Pixies – Live EP (5.9)

Doss – Doss (5.9)

Venetian Snares – My Love Is A Bulldozer (5.9)

Interpol – El Pintor (5.9)

Technical Itch – Progression Threat – Part Three (5.9)

Infinity Frequencies – Computer Decay (5.9)

Circle – Leviatan (5.9)

Asilo – Comunión (5.9)

DZ Deathrays – Black Rat (5.9)

Shintaro Sakamoto – Let’s Dance Raw (5.9)

Criolo – Convoque seu Buda (5.9)

Run the Jewels – Run the Jewels 2 (5.9)

Dean Blunt – Black Metal (5.9)

Morrissey – World Peace Is None of Your Business (5.9)

Being as an Ocean – How We Both Wondrously Perish (5.9)

Federico Durand – El estanque esmeralda (5.9)

Nicki Minaj – The Pinkprint (5.9)

 

Top 50 Piores EPs

1. Pixies – EP3 (3.0)

2. The Residents – The Replacement (3.0)

3. Fresno – Eu Sou a Mare Viva (3.0)

4. Skid Row – United World Rebellion: Chapter Two (3.0)

5. Goliad – There Is Beauty In (3.5)

6. MC Nego do Borel – MC Nego do Borel (3.9)

7. Opera Magna – Del amor y otros demonios – Act I (4.0)

8. Ancestors – In Death (4.0)

9. Pixies – EP2 (4.0)

10. Ga-In – Truth or Dare (4.0)

11. Atomtrakt & Arditi – Split (4.0)

12. Theologian – A Means by Which to Break the Surface of the Real (4.0)

13. Haken – Restoration (4.0)

14. Boak – Boak (4.4)

15. BMB – Live in Tokyo (4.5)

16. Twofold – The Second Phase (4.5)

17. Candiria – Invaders (4.5)

18. Linkin Park – Underground 14.0 (4.5)

19. Holy – Seclusion MMXIV (4.5)

20. Finished – Their Is No God (4.5)

21. Claudio Curciotti – Field Abuse Volume 1: Helicopters (4.7)

22. Yuri Costa – Dissonia (4.7)

23. DJ Punisher – Untitled (4.9)

24. The Pizza Underground – Live at Chop Suey (4.9)

25. Progenie Terrestre Pura – Asteroidi (4.9)

26. Girls Generation – Mr.Mr. (4.9)

27. Beyoncé – BEYONCÉ: More Only (4.9)

28. Ludmilla – Fala Mal de Mim (4.9)

29. Joseph Marinetti – PDA (4.9)

30. Limbs Bin – Total Anguish (4.9)

31. Cave State – Cave State (4.9)

32. Gnaw Their Tongues – Wir Essen Seelen In Der Nacht (5.0)

33. Vinolimbo – The End Of What Never Happened (5.0)

34. Aden – Whip (5.0)

35. Protohype – Encore (5.0)

36. Bruce Springsteen – American Beauty (5.0)

37. Shakey Graves – As Per Request (5.0)

38. Moonface – City Wrecker (5.0)

39. Balmorhea – Heir (5.0)

40. Owsey & Sorrow – Sweetheart of Kairi (5.0)

41. My Panda Shall Fly – Higher (5.0)

42. James Blake – 200 Press (5.0)

43. Hammerhead – Global Depression (5.5)

44. Labirinto – Masao (5.5)

45. Garth Knight – The New Flesh (5.5)

46. Isaiah Rashad – Cilvia Demo (5.5)

47. Katatonia – Kocytean (5.5)

48. Vince Staples – Hell Can Wait (5.5)

49. Useless Eaters – Desperate Living (5.5)

50. Jaloo – Insight (5.5)

 

Igualmente ruins ou fracos

Fucked Up – Year of the Dragon (5.5)

Cashmere Cat – Wedding Bells (5.5)

Holly Herndon – Chorus (5.5)

Isqa – Sleeper (5.5)

Survival Knife – Survivalized (5.5)

Issues – Diamond Dreams (5.5)

Selah Sue – Alone (5.5)

The Samuel Jackson Five – Seasons in the Hum (5.5)

Sorrow – Hieroglyphics (5.5)

Autumn’s Dawn – Autumn’s Dawn (5.5)

Zu – Goodnight, Civilization (5.5)

Coldplay – A Sky Full Of Stars (5.5)

Noûs – ἀηδής (5.7)

Carcass – Surgical Remission/Surplus Steel (5.8)

Mariam the Believer – The Wind (5.8)

Mera – Nano (5.9)

Serpents Lair – Demo MMXIV (5.9)

Pixies – Live EP (5.9)

Doss – Doss (5.9)

6 comentários em “Piores discos de 2014

  1. Pingback: Melhores Discos de 2014 | Papel Cult

  2. B3rth4sLappa
    14/12/2014

    Vê-se por aqui que isto tudo são discos que nao gostas e por isso classificas.os como maus ou ruins, já nos piores discos de 2013 foi a mesma merda: desde quando é que o AM dos Artic Monkeys ou o Sempiternal dos Bring Me the Horizon são maus, por serem tao maus como dizes o AM está no top10 da revista Rolling Stone dos 500 melhores albuns de sempre e o Sempiternal rebeu 17 Best Album Award pela Kerrang!, AbsolutePunk, Metacritic e Blitz.. Só por estas escolhas nota-se que são artistas ou estilos de música que não gostas mas POR FAVOR não venhas dizer que são maus. Ah! E nem comento Mastodon. Se queres fazer listas de albuns de melhores ou piores é impensavel meteres os teus gostos por cima.

    • Ramon Duarte
      14/12/2014

      Ok, B3rth4sLappa, vamos lá…

      É claro que os álbuns que constam aqui são lançamentos que não gostei, acho que não é preciso explicar muito quando, justamente, trata-se de uma lista de piores. Porém, pelo o que entendi, o seu questionamento é sobre um suposto caráter de segregação de gênero que cometo em minhas listas, não só nessa, como também na de 2013; algo como um isolamento ou birrinha boba com o indie rock e heavy metal, talvez, como se eu fosse um jornalista de repartição, de nicho, que defende a todo custo uma causa própria. Mas não, B3rth4sLappa. De forma alguma, você está enganado.

      Não sei se chegou a ver a minha lista de melhores, mas se você fizer uma leve pesquisa, não precisa de muito aprofundamento, só uma leve conferida, certamente encontrará um enorme apanhado de gêneros e bandas, um compêndio diversificado, plural, dos mais diversos estilos e cenas musicais, indo do modelo mais experimental e independente ao mais pop e mainstream.

      Só esse ano, por exemplo, escutei mais de 700 lançamentos (parei de contar quando concluí as listas, pois certamente já ultrapassei esse número), e no meio disso tudo eu consigo listar inúmeros outros álbuns melhores e do mesmo gênero que o do Mastodon e Arctic Monkeys, para citar os que você utilizou no comentário. Sem contar que, para a sua surpresa, gosto bastante dos discos que antecedem o AM, ou mesmo o Once More ‘Round the Sun; portanto, me parece falsa a sua alegação de que utilizo esse espaço exclusivamente como esboço do que gosto e não gosto, sentenciado em nichos, acima de tudo me soa ofensivo, quando, anualmente, o que mais busco é ampliar a visão que tenho sobre os mais diferentes meios e segmentos musicais, para então poder criar uma real concepção do que ocorre na música.

      De qualquer forma, agradeço pelo comentário. Espero que tenha compreendido.

  3. B3rth4sLappa
    14/12/2014

    Mas atenção: concordo com a maior parte dos albuns aqui metidos, só discordo COMPLETAMENTE com outros.

  4. Brás
    31/12/2014

    Colocar um disco de música eletroacústica numa lista de “piores do ano” é TÃO, mas TÃO errado… Dada a importância história da música eletroacústica pra toda a música contemporânea (de qualquer gênero que envolva edição em mesa de som, ou seja, todos), um trabalho desses em pleno século XXI é, mais que uma homenagem, um estudo. Recomendo ler (e ouvir) um pouco sobre Pierre Schaeffer. Hong Chulki e Ryu Hankil, em “Objets Infernaux”, homenagearam uma época em que sequer sonhávamos com o primeiro sintetizador comercial (Moog, de 1964), infelizmente tão antiga que hoje é desconhecida até por quem curte música experimental. Dizer que “Objets Infernaux” é ruim em comparação com músicas eletrônicas e experimentais melhor trabalhadas é como dizer que o relançamento de Final Fantasy VII pra PS4 é ruim se comparado a Dark Souls.

    Quanto a “ser chato”, aí é opinião pessoal sua e eu respeito. Pode colocar trocentas bandas de noise e de industrial ao lado de “Objets infernaux” nessa classificação, porque quem não curte experimentalismo a esse nível, realmente não vai gostar desses sons. Mas pior do ano, definitivamente, não.

    • Ramon Duarte
      01/01/2015

      Brás, entendo sua colocação, porém resumir a música (e a arte em si) ao contexto único de importância historicista, temporal, me parece tratá-la apenas como um artefato mecânico, sem vida, onde não há qualquer distinção do que é realmente belo, aprumado, me parece um enaltecimento de virtudes que, na realidade, não dizem muito sobre a real concepção que a música possui.

      Óbvio, não desmereço o que você utilizou como premissa, de certa forma funciona como um registro de valor, porém um valor mais acadêmico do que sensorial, um estudo frio. A arte (música), para mim, é imensamente maior do que apenas fatos e influências, propriedades que, sim, funcionam como atrativo, como um aditivo à obra; no entanto, que jamais deveriam sobrepor a simetria do que é o belo, mesmo sob o ideal expressionista que muitas dessas obras se sujeitam.

      Você também erra ao me classificar como um antipatizante da música experimental, principalmente quando especifica o noise e industrial. Utilizo aqui o mesmo argumento que utilizei com o comentário acima do B3rth4sLappa: visite a minha lista de melhores, existem inúmeros registros experimentais nela, o meu top 10, por exemplo, possui um álbum de harsh noise. O que você encontra aqui não é desconhecimento sobre história da arte, sobre o seu valor músico-temporal, eu sei do que trato aqui, porém me parece pobre demais tratar a música de modo tão rasteiro, sob títulos acadêmicos, afinal trata-se de uma manifestação muito mais importante do que isso.

      Detalhe: sua comparação com videogames é inválida quando Objets Infernaux não trata-se de um remake – e mesmo assim, se o fosse, não teria valor, dada a consideração estética do primeiro.

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Publicado às 03/12/2014 por em Listas, Música e marcado , , , .
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